Como funciona a eletrólise do sal no tratamento de piscinas

O processo que transforma sal de cozinha em desinfetante de alta pureza é usado há décadas em estações de tratamento de água. É ele que mantém a piscina limpa sem galão de cloro na casa de máquinas.

O princípio: separar moléculas com eletricidade

Eletrólise é o nome que a química dá ao uso de corrente elétrica para provocar reações que não aconteceriam sozinhas. No tratamento de piscina a matéria-prima é a mais simples possível: cloreto de sódio (NaCl), o sal do dia a dia, dissolvido em água.

Quando essa solução salina, chamada de salmoura, passa por uma célula eletrolítica, a corrente de baixa tensão separa os componentes do sal. O cloreto vira cloro ativo e reage na hora com a água, formando hipoclorito de sódio (NaClO). É o mesmo princípio ativo da água sanitária e do cloro líquido de piscina, só que produzido no local, minutos antes de ser usado.

Sal, água e eletricidade produzem cloro desinfetante. Nenhum outro insumo químico precisa ser comprado, transportado, estocado ou manuseado.

Dois jeitos de aplicar a mesma tecnologia

A diferença entre eles muda bastante o resultado na prática:

  • Clorador de sal convencional, a tal "piscina salgada". O sal vai direto para a água, entre 3 e 5 kg por metro cúbico. Uma célula instalada na tubulação converte parte desse sal em cloro de forma contínua. Funciona bem, mas a água fica levemente salgada e isso acelera a corrosão de bordas metálicas, escadas e aquecedores.
  • Gerador de hipoclorito de sódio, o caso do sistema Salino. A eletrólise acontece dentro do equipamento, num circuito separado. Só o hipoclorito purificado é dosado na piscina. A água não recebe sal, não muda de gosto e o resto da estrutura não sofre corrosão acelerada.

Por que o cloro gerado no local é mais eficiente

Cloro comercial perde potência desde o dia em que sai da fábrica. O cloro líquido se degrada no transporte e no estoque, principalmente em região quente. As pastilhas de tricloro trazem outro problema: adicionam ácido cianúrico à água, e em excesso esse estabilizante trava a ação do cloro.

O hipoclorito gerado por eletrólise é aplicado minutos depois de produzido, na potência máxima, sem estabilizante nem subproduto indesejado. Na prática isso significa:

  • Menos produto para atingir o mesmo residual de cloro;
  • Dosagem contínua, sem o pico depois da aplicação e a queda no fim do dia;
  • Menos formação de cloraminas, que são a origem do cheiro forte de piscina;
  • Fim do estoque de produto químico perigoso no local.

E a segurança?

Esse costuma ser o ponto que mais pesa para síndicos e gestores. Manusear cloro concentrado é atividade de risco: respingo causa queimadura, vapor irrita as vias respiratórias e armazenamento inadequado gera acidente grave. Com eletrólise, o único insumo guardado no local é sal comum, que é inerte, barato e não exige cuidado especial.

O ciclo completo no sistema Salino

  1. Abastecimento. O reservatório do equipamento recebe sal e água e forma a salmoura.
  2. Eletrólise. A célula converte a salmoura em hipoclorito de sódio de alta pureza.
  3. Dosagem. O sistema injeta o desinfetante no circuito de filtragem, na medida que o volume da piscina pede.
  4. Manutenção. A equipe da Salino acompanha o equipamento e faz as revisões preventivas.

Tudo isso roda 24 horas por dia, sem intervenção manual e sem interditar a piscina. Esse é o motivo pelo qual a eletrólise vem substituindo o tratamento tradicional em piscinas de academia, clube, condomínio e escola pelo país.

Leia também: Eletrólise do sal ou cloro tradicional: qual compensa mais?, com a conta completa de custos.

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